Escambo
Sunday, September 17, 2006
O Escambo Hoje

Mais de quinhentos anos depois do descobrimento do Brasil, a mais antiga das práticas comerciais, o escambo, volta a ganhar força no mercado brasileiro. Para se ter uma idéia, a troca de produtos e serviços movimenta informalmente no país cerca de US$ 800 milhões.
A tendência de expansão do segmento de permuta é ainda maior: o potencial de crescimento na América Latina é de 10% ao ano. Mas o volume de negócios na região, em torno de US$ 3 bilhões, ainda está longe do alcançado no mercado americano. Nos Estados Unidos, as operações de intercâmbio movimentam perto de US$ 16 bilhões por ano.
Tradaq
A Tradaq é a maior rede de permutas do Brasil. Estabelecida desde 2000, pelo grupo americano Intagio, a Tradaq tem intermediado milhares de operações de permutas entre centenas de empresas participantes da rede no país.
Através do inovador conceito da permuta multilateral, com a Tradaq os associados reduzem seus gastos em dinheiro, trocando o que têm pelo que necessitam.
A permuta de produtos e serviços entre empresas é uma alternativa que as companhias procuram para reduzir a capacidade ociosa. Com a troca, as empresas deixam de usar dinheiro para comprar o que precisam, ou seja, enxugam os seus custos, compram produtos e serviços com a venda de seus produtos e serviços.
A rede de restaurantes Galeto's, por exemplo, associada à Tradaq, paga serviços de saúde ocupacional e cursos para seus funcionários, confecção de cardápios e mídia com o fornecimento de refeições.
Em ocasiões pós-datas comemorativas, por exemplo, em vez de baixar os preços para liquidar o estoque, as empresas disponibilizam seus produtos na rede da Tradaq e recebem o real valor deles em troca do que necessitam.
Esse sistema remete ao escambo, mas a novidade é que a permuta é multilateral, isto é, possibilita a troca de produtos e serviços entre companhias de diferentes segmentos.
Ao associar-se à rede de trocas da Tradaq, a empresa passa a dispor de uma espécie de conta de intercâmbio. A moeda do sistema é a Unidade de Intercâmbio Comercial (Único), cujo valor correspondente a R$ 1,00. Quando vende seus produtos e serviços na rede, a empresa recebe Únicos em sua conta, e pode comprar serviços e produtos de todos os outros associados.
A negociação de preços e prazos é feita entre comprador e vendedor. A empresa se é interessante vender ou comprar naquele momento.
Mensalmente, a empresa recebe um Extrato de Conta, detalhando as transações realizadas.
A qualquer momento, a empresa poderá acessar o site Tradaq e visualizar o Extrato de Conta On Line, os produtos disponíveis para venda, as ofertas da semana e os novos associados da Rede Tradaq.
Fontes: http://jbonline.terra.com.br/
http://www.tradaq.com.br/
http://www.manager.com.br/
Origem do Escambo
A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução. No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor. | |
| Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. | ![]() |
| |
![]() | O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte. |
| ![]() |
![]() |
|
| Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas. | ![]() |
| | |
O Primeiro Escambo

O único problema era que a mãe do menino tinha verdadeiro pavor de batráquios. Chegava a ser uma batraquiófoba. O rapazinho sabia disso, e esforçava-se em ocultar o sapolino.
Madrugada quente, dessas em que o inferno eleva-se para atormentar humanos, o sapão resolveu cantarolar. E o coacho do desgraçado era tão grave e estridente que vibrava as finas louças na cristaleira da sala. O menino desesperado jogava minhoquitas goela dentro do barítono galeão, mas ele engolia muito rápido, voltando a cantar de imediato.
Não deu outra, a mãe descobriu o monstro de gila dentro do quarto, acordou o pai, fez escarcéu. Não admitiria um ogro fétido e asqueroso daquele, sob o mesmo teto. O pai, sem ver outra alternativa, jogou o bichano dentro do vaso sanitário do banheiro. A cena era dantesca: o imenso batráquio, girando feliz dentro da latrina, enquanto litros de água massageavam suas verrugas craquentas.
É óbvio que o menino teve de recolocar o sapolino dentro do pote de maionese. O desgraçado não passava pela boca do vaso sanitário. E lá iam menino, sapo e pai, de carro até a pontezinha do córrego que atravessava a cidade. Despediram-se sem cerimônias e largaram o tarugo rio afora. O menino estava triste, ficaria com saudades de seu bichinho de estimação.
Semanas passaram, ele ganhou um aquário de presente. Tinha três peixinhos dourados e um cascudo para limpar as pedras. Era uma singela troca que sua mãe oferecia: o aquário pelo sapo. Tempo se passou, o menino cresceu. Virou empresário importante. Tem o maior ranário da região. E sua mãe ainda faz a melhor coxa de rã empanada da cidade."
FONTE: http://www.opio.com.br





